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Chapter 123: Espadachim Supremo Nidorg

 Capítulo 123 — Espadachim Supremo Nidorg


Quinto dia desde que derrotamos o Lorde Demônio. Faltam quatro dias até a minha morte. Se tudo seguir como na linha do tempo anterior, hoje eu deveria ter um combate simulado com o Espadachim Supremo Nidorg. O Espadachim Supremo Nidorg, classificado como Mestre e ocupando a décima posição no ranking. Quando viajei por aí com a Sábia Nyau, diziam que Nidorg havia morrido durante o ataque do dragão à capital real.

Já era perto do meio-dia, e enquanto eu descansava no quarto, um servo entrou e disse:

— Há um convidado que quer muito se encontrar com a Heroína Agetha-sama. Ele está na sala de recepção. Poderia vir recebê-lo?

A princípio, Agetha hesitou, mas para não causar problemas aos empregados, acabou concordando depois que a convenci, e fomos juntos até a sala.

— Ei, você é a heroína Agetha, né?

Assim que entramos na sala, um homem gigante estava de pé ali. Vestia uma armadura robusta, era musculoso e carregava uma espadona quase do tamanho dele.

— Quem é você…?

— Sou o Espadachim Supremo Nidorg. Já ouviu falar de mim, não é?

Disse ele, sorrindo de orelha a orelha.

— Já. E o que você quer comigo?

— Ouvi dizer que tem uma heroína por aqui. Assim que soube, não consegui ficar parado. Vim te desafiar. Vamos lutar.

— Mas por quê? Não tenho motivo nenhum pra te enfrentar.

— Motivo? Existe motivo maior que querer lutar? Eu quero enfrentar alguém forte!

Um cara completamente briguento. Ele teve um papel de destaque na “Batalha de Arianne”, causando enormes baixas no exército do Lorde Demônio. Lembro que, apesar da contribuição, ele se feriu e por isso não pôde ir até a Masmorra de Katarov enfrentar o Lorde Demônio diretamente. Ficou na capital para se recuperar. Pelo que vejo, já está completamente curado.

— Então, bora lutar!

— Não.

— Como assim, tá recusando!?

— Porque eu não quero.

— Tá maluca!? Luta comigo logo!

— Er… será que dá pra parar?

Vendo que aquilo podia virar uma briga a qualquer momento, entrei no meio à força.

— E você quem é, hein?

Nidorg me encarou com cara feia.

— Ele é o Kiska. Alguém muito importante pra mim.

Antes que eu respondesse, Agetha me apresentou.

— Ele é forte?

— Kiska é mais forte que eu. Especialmente à noite.

Ei, o que foi isso que ela acabou de dizer!?

— Entendi, você é mais forte que ela. Então é você que vai lutar comigo!

O foco de Nidorg mudou de Agetha para mim. Na linha do tempo anterior, fui forçado a enfrentá-lo, e a coisa foi feia. Desta vez, eu preciso recusar de forma firme.

— Desculpa, mas prefiro passar essa.

— Por quê!? Por que não quer lutar comigo!?

— É simples. Porque sei que perderia pra você, Nidorg-san.

— Não dá pra saber sem tentar!

— Não, eu sei sim.

Afinal, já lutei com ele antes.

— Entendo. Que tal isso então? Se você ganhar de mim, faço qualquer coisa que pedir. Com isso, deve dar vontade de lutar, né?

O cara é bem generoso com esse "qualquer coisa". Ele quer tanto assim lutar?

— E se eu perder, tenho que fazer algo?

— Não. Se perder, tudo bem. Só quero mesmo lutar.

Então, eu não perco nada. E ainda posso ganhar algo. Nesse caso… pode valer a pena.

— Nesse caso, posso pedir 600.000 El se eu vencer?

— Hmm, é uma bela quantia. Vai usar pra quê?

— Pensei em comprar um presente.

— Entendi. Então, vai ter que me vencer.

Foi marcada uma luta simulada entre mim e o Espadachim Supremo Nidorg. O local era a arena usada pelos soldados pra treinar. Por algum motivo, se espalhou a informação errada de que seria uma luta entre Nidorg e a heroína. Por isso, um monte de gente veio assistir. Fiquei até com pena deles.

— Kiska, tá tudo bem?

— Tá sim, relaxa.

Na sala de espera, estávamos só eu e Agetha.

— Desculpa por você ter se metido nisso por minha causa.

— Tá tranquilo. Eu aceitei porque quis.

— Entendi. Mas não precisa se forçar, viu? Você tá fazendo isso por causa do anel, né?

— Não se preocupa com isso. Eu só queria bancar o exibido mesmo.

— Hahaha… entendi. Bem, tô torcendo por você.

— Pode deixar comigo.

Depois disso, saímos da sala de espera. No centro da arena, lá estava Nidorg.

— Chegou.

Disse ele, com um sorriso empolgado. Em sua mão, uma espada de madeira, moldada no mesmo formato da espada real que ele usa.

Eu segurava uma pequena faca de madeira.

— Sem regras. Quem fizer barulho primeiro, perde.

— Entendido.

Com um aceno, o soldado que servia como árbitro deu o sinal de início.

No mesmo instante, Nidorg avançou direto pra cima de mim.

Rápido! O corpanzil dele se movia com uma velocidade absurda. Se piscasse, já perdia ele de vista.

Mas… eu já vi esse ataque antes. Se fosse a primeira vez, talvez eu não conseguisse reagir. Mas essa era a segunda vez que enfrentava Nidorg.

Então, eu sabia o que ele faria.

E quando você sabe o que vem, dá pra desviar.

— O quê!?

Nidorg soltou um grito surpreso. Eu desvie do ataque com um movimento mínimo para o lado.

E se você consegue evitar, abre uma brecha enorme.

Na minha frente estava a lateral do corpo de Nidorg.

— Uoooh!

Gritei. Como a arma era de madeira, precisava golpear com tudo pra causar algum dano!

Crack! Um som alto ecoou. O som da minha faca de madeira se quebrando.

— Ah…?

Fiquei parado, sem entender nada.

Afinal, golpeei Nidorg com toda a força… Mas quem quebrou foi minha arma de madeira.

O corpo dele é tão resistente assim!?

Fiquei paralisado com esse desfecho inesperado. Sem arma, não dava pra continuar lutando. Ou seja, perdi.

— Hahaha!

Nidorg começou a rir alto, gargalhando.

Será que ele já sabia disso tudo antes de me desafiar? Faria sentido ele ter proposto uma recompensa tão absurda.

No fim, ele sabia o tempo todo. Sabia que uma arma de madeira não faria nem cócegas nele.

Essa luta já tinha um vencedor definido desde o começo.

— Então, o que achou?

Disse ele, com um sorriso maroto. Parece que caí direitinho na armadilha.

— Beleza! Eu perdi! — Nidorg declarou de repente.

— Sério!?

Mais uma vez, fiquei sem entender nada.

— O-o vencedor, Kiska!

Até o árbitro anunciou meu nome com cara de confuso.

— Mandou bem, hein!

Nidorg veio até mim, sorrindo satisfeito.

— Er… como assim?

— Na verdade, fui eu que perdi.

— Mas eu perdi a arma. Isso não é derrota?

— Isso foi porque era uma faca de madeira. Se fosse uma de verdade, eu não sairia ileso. Então, você venceu.

É… se ele tá dizendo… Bom, melhor ganhar do que perder, então tá ótimo.

— Sobre a recompensa…?

— Ah, claro! Os 600.000 El, né? Vou te trazer agora mesmo.

Parece que ele vai cumprir o combinado direitinho.

— Foi divertido lutar com você. Vamos repetir outra hora. Da próxima vez, não vou perder.

— Beleza. Se rolar, conto contigo.

Sinceramente, já tô de saco cheio de lutar, mas… por enquanto, vou deixar quieto.


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